Charles Bukowski – Autor da Semana | Oops!

Há um tempo, em meados de 2013, surgiu uma modinha de postar frases e poemas do autor Charles Bukowski. Não que eu ache isso ruim, longe disso, até porque as pessoas estavam conhecendo mais sobre esse autor incrível.  Mas não é por isso que eu estou aqui, hoje eu vim falar mais sobre esse homem incrível, que se tornou um de meus autores favoritos.

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Ele nasceu em 1920, na Alemanha, filho de um soldado. Quando tinha três anos, foi morar nos Estados Unidos e viveu em um subúrbio de Los Angeles.  Sua família era aquela típica, em que o pai aproveitava da submissão da mãe e causava transtornos físicos e psicológicos no filho.

O que me encantou, e a maioria das pessoas, foi a forma que Charles escrevia. Totalmente fora dos padrões, ele escrevia sem censura alguma, com seu jeito agressivo e sem preocupações, suas histórias envolviam prostitutas, sexo, alcoolismo, ressaca e até mesmo corridas de cavalos. Bukowski era um homem atormentado e levemente distorcido, você pode ver em suas histórias que ele era levado pelos seus sentimentos, nojo, amor, repulsa, paixão, ódio e melancolia.

Quando se sentia inspirado, ele não maneirava nas críticas as pessoas que o cercavam, e por isso perdeu muitas amizades. E era bem fácil saber para quem essas críticas eram destinadas, porque ele sempre citava os nomes. Bukowski ficou conhecido no mundo inteiro como “velho safado”, e em cada obra podemos ver esse caráter autobiográfico que o autor ostentava.

Bukowski publicou mais de 45 livros, e já fora considerado “O Maior Poeta da América” pelo  Jean-Paul Sartre,filósofo francês. Além disso, ele já fora citado em várias músicas e álbuns, de bandas como  Red Hot Chili Peppers, Apollo 440, Modest Radio, entre outras.

Bukowski escreve coisas que me descrevem perfeitamente, como Clarice Lispector. Eu leio um poema ou uma frase e penso: Opa! Isso é a minha cara. E aí eu saio correndo para copiá-la e escrevê-la em um caderninho cheio de frases. Eu gosto dessa maneira que ele lida com o amor, com as pessoas a sua volta, esse humor trágico, esse sarcasmo emanando de cada palavra.

Não vou fazer como das outras vezes, e colocar todas as obras do autor e dizer a minha opinião sobre elas. Seria difícil, e eu teria que dividir essa postagem em várias partes, por isso, ouso apenas colocar as minhas frases favoritas dele, e um dos livros que eu mais gostei.

“Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que posso encontrar.”

 

“Por que há tão poucas pessoas interessantes? Em milhões, por que não há algumas? Devemos continuar a viver com esta espécie insípida e tediosa? O problema é que tenho de continuar a me relacionar com eles. Isto é, se eu quiser que as luzes continuem acesas, se eu quiser consertar este computador, se eu quiser dar descarga na privada, comprar um pneu novo, arrancar um dente ou abrir a minha barriga, tenho que continuar a me relacionar. Preciso dos desgraçados para as menores necessidades, mesmo que eles me causem horror. E horror é uma gentileza.”

 

“Não, eu não odeio as pessoas. Só prefiro quando elas não estão por perto.”

 

“Se você vai tentar, vá até o fim, caso contrário, nem comece.”

 

“Me sinto bem em não participar de nada. Me alegra não estar apaixonado e não estar de bem com o mundo. Gosto de me sentir estranho a tudo…”

 

“Advogados, médicos, bombeiros mecânicos, eles é que ficavam com a grana toda. Escritores? Os escritores morriam de fome. Os escritores se suicidavam. Os escritores enlouqueciam.”

 

“A raça humana exagera em tudo: seus heróis, seus inimigos, sua importância.”

 

“Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as porcentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável, mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos.”

 

A Mulher Mais Linda da Cidade

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A mulher mais linda da cidade é uma viagem pelo universo infernal e onírico do velho e safado Buk, seus personagens desvalidos, seus quartos imundos de hotéis baratos; homens e mulheres que se movem num mundo estranho e brutal, perdedores que contracenam num mundo real, perverso. O sonho americano reduzido a trapos nas ruas desertas da madrugada voraz de Los Angeles. Crônica de um amor louco é o título do filme realizado em 1981 pelo italiano Marco Ferreri, baseado nos textos de Bukowski e cuja linha mestra é exatamente o primeiro conto deste livro: “A mulher mais linda da cidade”. Ao narrar a história de Cass, uma bela mestiça que passara a adolescência em um convento, Bukowski mergulha na excitação frenética, na insanidade corrosiva das noites marmacentas e manhãs de névoa poluída de Los Angeles

Isso foi só um pouquinho do que eu pude trazer sobre esse escritor fantástico, e recomendo que vocês leiam, ao menos um, de suas obras. Vá e conheça o último escritor maldito da literatura norte-americana.

 

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